Infortrónica / O Software Ilegal | Revista Pós-Venda

  • Alvaro Oliveira
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Na verdade, o que assistimos hoje em dia é deveras curioso: a contrafação de versões desatualizadas do Autodata tornaram-se o nosso melhor “canal de vendas”. 90% dos pedidos de experiência do Autodata Online que nos chegam via web-site, partem das oficinas que utilizam este tipo de CDs contrafeitos, por perceberem que tem carência de informação técnica essencial para o dia-a-dia de uma empresa de reparação e manutenção automóvel.

Depois vem a parte benéfica para a Infortrónica: a oficina apercebe-se que a informação que disponibilizamos atualmente é absolutamente incomparável face aos antigos CDs, seja pelo facto de ter mais 14000 veículos, novas informações, como por exemplo: embraiagens, filtros de partículas, suspensões pneumáticas, ou pelas atualizações constantes, não só para veículos novos, mas também para veículos já considerados antigos.

É claro que nem sempre tivemos um feedback tão positivo como agora. Em 2009, quando iniciamos a distribuição em Portugal, verificamos que as versões contrafeitas tinham praticamente o mesmo nível de informação face à versão original. Nessa altura, os nossos clientes eram maioritariamente oficinas que já tinham preocupações relativas à garantia que davam nas reparações, que teria de ser dada através de um software original e devidamente atualizado. A partir de 2010, o nosso crescimento começou a evidenciar-se, com o surgimento da primeira versão Online em paralelo com combate à pirataria, feito por entidades competentes.

Infelizmente, os maiores lesados face à utilização de software ilegal e desatualizado são as oficinas e os seus clientes. Em Abril deste ano lançamos uma notícia de alerta referente a alterações de binários de aperto, que têm sido feitas constantemente pelos fabricantes, devido a correções de falhas reconhecidas. No total, existem cerca de 200 alterações de valores, entre 2010 e 2015. Recebemos algumas queixas durante a as feiras da Exponor e Exposalão, precisamente por este motivos. Percebemos que em todas as situações, o problema advém da utilização de informação desatualizada, presente nas versões antigas dos CDs Autodata. O resultado: a oficina presta um serviço inadequado, o cliente procede a reclamação, ou seja, perdem ambos.

À semelhança de Espanha, (C.A.P.A), (onde vários players do mercado se uniram no combate à pirataria), temos todo o interesse em criar uma ação conjunta, que vise a sensibilização, não só dos profissionais de reparação, mas também dos consumidores destes serviços. No final de contas, a mobilidade e segurança do condutor é que estão em causa, quando o profissional utiliza peças e ferramentas não certificadas.

José Cardoso – Diretor Técnico Infortrónica

Artigo publicado na Revista Pós-Venda

 

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